Home office: 30% dos profissionais deixam os cargos quando não há flexibilidade

13 de maio de 2022
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Voltar a trabalhar presencialmente já te fez pensar em trocar de emprego? O teletrabalho se tornou essencial para muita gente durante os últimos dois anos de pandemia. Tão essencial que há quem pense em pedir demissão quando não há essa opção. Pesquisa da rede social profissional LinkedIn mostra que 78% dos profissionais afirmam que a pandemia fez com que passassem a querer ou a precisar de mais flexibilidade no trabalho. Cerca de 30% dos entrevistados afirmaram que deixaram seus empregos por falta de políticas flexíveis no último ano e quase 40% já consideraram essa possibilidade em algum momento da carreira.

 Entre os principais motivos citados pelas pessoas que buscam as vagas flexíveis estão:

Entre os respondentes, 23% afirmam ainda que o modelo faria com que eles ficassem em um mesmo ambiente de trabalho por mais tempo. A flexibilidade inclui não somente o período da jornada de trabalho, mas também eventuais interrupções que as pessoas possam fazer ao longo de suas trajetórias.

Já 79% dos entrevistados acreditam que uma pausa na carreira é importante para entender o que realmente faz sentido tanto pessoalmente quanto profissionalmente. Entre os principais motivos apontados por quem gostaria de tirar uma pausa por escolha estão viagens (44%), requalificação para um novo emprego (34%), descanso (34%), início do próprio negócio (33%) e cuidado dos filhos (22%).

Ao retornarem ao trabalho após um intervalo como esse, os profissionais demonstram preocupação quanto à capacidade de se ajustar ao ritmo ou não se adaptar (32%), fazer entrevistas de emprego novamente (31%) e até mesmo de ter esquecido de como fazer seus trabalhos (27%). Entre as mulheres, 28% citam ainda a ansiedade de terem que deixar seus filhos/família em casa, em comparação com somente 14% dos homens que mostraram ter a mesma preocupação.

Pausa na carreira ainda é tabu

Mesmo com 67% dos respondentes considerando importante ter uma pausa na carreira, 44% dos profissionais acham que ter uma interrupção no currículo torna o candidato menos atraente para gerentes e recrutadores.

No entanto, a pesquisa mostra que quem tirou um tempo de seus trabalhos ganhou experiências e outras competências comportamentais que ajudaram também na vida profissional. Entre elas estão: paciência (47%), organização (39%), tomada de decisão (36%), comunicação (36%) e resiliência (33%).